Quem expõe em uma feira costuma ter mais produtos do que espaço no estande. O catálogo digital resolve parte do problema: uma tela passa dezenas de itens, sem estante, sem folder espalhado e sem custo de impressão a cada edição.
A Tucci Produções atua com locação de TVs de grande formato, painel de LED, videowall, projetor e operação de conteúdo para eventos em São Paulo, incluindo feiras e exposições. O catálogo em si é um material da sua empresa, e aqui reunimos orientações para que ele funcione bem na tela.
Neste artigo, você vai entender como organizar os produtos em categorias, definir o tempo de cada slide, garantir a leitura a distância, usar o QR code e se preparar para uma internet instável no pavilhão.
1. O que muda quando o catálogo vai para a tela
Um catálogo em papel é lido de perto, com calma, por quem já demonstrou interesse. Na tela do estande, o público é outro: pessoas em movimento, a alguns metros, decidindo em poucos segundos se vale parar.
Por isso, o arquivo do catálogo impresso raramente funciona do jeito que está. Páginas com muitos itens, letras pequenas e tabelas de especificação ficam ilegíveis quando levadas para uma TV.
A ideia é transformar o catálogo em uma vitrine: poucos produtos por tela, imagens grandes e uma informação principal. O detalhamento completo fica para o celular do visitante, com o QR code, ou para a conversa com a equipe.
2. Como organizar os produtos em categorias
Comece separando o catálogo por linhas ou categorias, da mesma forma que o visitante pensa no produto. Quem procura uma solução quer encontrar logo o grupo que interessa, e não percorrer a lista inteira.
Uma estrutura simples costuma funcionar bem:
- Uma tela de abertura com a marca e as categorias disponíveis
- Um bloco por categoria, com título claro no início
- Produtos de maior destaque no começo de cada bloco
- Uma tela final com o QR code e o contato da equipe
A ordem também comunica. Coloque primeiro o que a empresa mais quer vender ou o que mais chama atenção, e deixe itens complementares para depois.
Se o portfólio é grande, vale selecionar para a feira apenas os produtos que serão apresentados ali. O catálogo completo continua disponível no link do QR code.
3. Tempo de cada slide e loop de reprodução
O tempo de cada slide precisa permitir a leitura sem cansar. Uma regra prática é cronometrar lendo em voz alta o texto da tela: se você mal termina, o visitante também não terá tempo.
Loop é o ciclo em que o conteúdo termina e recomeça sozinho durante o dia todo. Como o público passa a qualquer momento, o ciclo não deve ser longo demais, para que quem chegou no meio não precise esperar muito para ver o produto que lhe interessa.
Alguns cuidados ajudam a manter o ritmo:
- Mesma duração para slides de peso parecido
- Um pouco mais de tempo para produtos com imagem complexa
- Transições discretas, que não disputem atenção com o produto
- Fim do ciclo ligado ao início, sem tela preta no meio
Teste o ciclo completo no estande, com a equipe de pé no corredor. Se alguém sentir que a sequência é longa ou apressada, ajuste antes da abertura.
4. Legibilidade a distância: imagem, texto e contraste
Em feira, a tela é lida de longe e em movimento. Isso pede imagens grandes do produto, texto curto e contraste forte entre letra e fundo.
Cada slide pode trazer o nome do produto, uma frase de benefício e, quando fizer sentido, uma característica de destaque. Especificações técnicas completas ficam fora da tela.
Cuidados com o texto
Use poucas linhas e letras grandes, pensando na distância do corredor. Fontes finas e muito decorativas perdem leitura rapidamente.
Cuidados com a imagem
Prefira fotos nítidas, com fundo limpo e produto em destaque. Imagens pequenas ampliadas na TV ficam desfocadas, então peça arquivos em boa resolução ao time de design.
A orientação da tela também importa. Telas na horizontal pedem arquivos nesse formato, e telas verticais, como as de totem, exigem um layout pensado para esse sentido. Para escolher o equipamento certo, veja o guia sobre qual TV escolher para apresentar produtos em uma feira.
5. QR code: levar o catálogo completo para o celular
O QR code é o quadradinho que, ao ser apontado com a câmera do celular, abre um endereço na internet. Na feira, ele liga a vitrine da tela ao catálogo completo, que o visitante leva consigo.
Para funcionar bem, ele precisa ser fácil de ler. Alguns pontos merecem atenção:
- Tamanho suficiente para ser lido na distância em que o visitante para
- Fundo claro e contraste alto, sem imagem por trás
- Frase curta ao lado, explicando o que a pessoa vai encontrar
- Posição na altura dos olhos ou próxima, e não no alto da tela
- Teste com mais de um modelo de celular antes da feira
Vale repetir o QR code em mais de um ponto do ciclo, e não só na última tela. Assim, quem chega em qualquer momento pode escanear sem esperar.
Outro cuidado é a página de destino. Ela deve abrir rápido no celular e ser simples, porque o visitante estará em pé, no meio do corredor, possivelmente com sinal fraco.
6. Internet no pavilhão: não dependa dela para a tela
Pavilhões de feira reúnem muitas pessoas conectadas ao mesmo tempo, e a rede costuma ficar lenta ou instável. Se o catálogo da tela depende de carregar imagens da internet, o risco de travar justamente no horário de maior movimento é real.
A orientação geral é deixar o conteúdo da tela salvo no próprio equipamento ou em um dispositivo local, rodando sem conexão. A internet entra apenas onde é indispensável, como no destino do QR code.
Também vale preparar uma cópia do arquivo em outro dispositivo, caso o principal apresente problema. O tema é aprofundado no guia sobre como evitar falhas na exibição de vídeos durante uma feira.
Se o catálogo for em formato de vídeo, já exportado com todas as transições, o risco diminui ainda mais, porque o equipamento apenas reproduz um arquivo pronto.
7. Atualização do arquivo durante a feira
Durante uma feira de vários dias, é comum mudar preço de oferta, incluir um lançamento ou retirar um item esgotado. Combine antes quem faz essas trocas e como o arquivo chega ao equipamento.
Algumas práticas ajudam a evitar erro:
- Uma única pessoa responsável por aprovar a versão final
- Nome de arquivo com data e versão, para não rodar a antiga
- Troca feita antes da abertura ou em horário de pouco público
- Conferência na tela depois de cada atualização
Evite informações que mudam com muita frequência dentro do arquivo principal. Valores e condições comerciais, por exemplo, costumam ser tratados pela equipe do estande.
Com a locação de TV para feiras, a equipe técnica instala e testa o equipamento. O conteúdo e as trocas seguem sob responsabilidade da empresa expositora, em conjunto com o que foi combinado com o fornecedor.
8. Resumo: tipo de conteúdo, como exibir e cuidados
A tabela reúne os principais tipos de conteúdo de um catálogo digital, o jeito mais indicado de exibir cada um e o cuidado que pede:
| Tipo de conteúdo | Como exibir | Cuidado |
|---|---|---|
| Foto do produto | Imagem grande, fundo limpo, uma por slide | Usar arquivo em boa resolução |
| Nome e benefício | Frase curta, letras grandes, alto contraste | Evitar blocos de texto corrido |
| Especificação técnica | Destaque de uma única característica | Deixar o detalhe para o QR code |
| Vídeo de demonstração | Trecho curto, legível sem som | Conferir o resultado com a legenda na tela |
| Promoção ou lançamento | Slide próprio, no começo do ciclo | Atualizar o arquivo antes da abertura |
| QR code | Grande, com fundo claro e frase de apoio | Testar em mais de um celular |
Para ver como esse conteúdo se encaixa na estratégia de vídeo do estande, o guia sobre vídeos promocionais em feiras complementa este texto. Já para mostrar o produto em uso, veja como demonstrar produtos e serviços com TVs.
9. O que combinar com a equipe técnica antes da feira
Para o catálogo aparecer bem, vale alinhar o essencial com a equipe técnica que instala as telas. Quanto antes essas informações chegam, mais tempo existe para testes.
Um briefing curto pode conter:
- Formato do arquivo e orientação da tela, horizontal ou vertical
- Local de instalação e distância do corredor
- Se o conteúdo roda com ou sem som
- Quem aprova e quem troca o arquivo durante a feira
- Horário de teste no estande antes da abertura
Se o estande combina telas com painel de LED, vale conhecer as opções de painel de LED e projeção, que atendem desde um catálogo em uma tela até composições maiores. Para ver o contexto geral, a página de eventos em feiras reúne o que a Tucci oferece nesse formato.
